sábado, 17 de setembro de 2011

?Au revouir?


















Lá fora chove
...
Agora ta chovendo mais forte
 ...
Este sábado esta parecendo domingo, manhã de domingo nublado.
Nublado que nem minha alma,
Que nem minha alto estima,
Que nem minha vontade de sair da cama.
Tudo hoje esta nublado, meu pensar, meu não pensar, minha vida.

Meu coração bate forte, ou melhor, meu vazio bate forte

Morrer seria uma boa pedida pro café da manhã
Sumir, ir embora, esquecer celular, e com uma mochila dar um rumo de estar sem rumo na vida e seguir pra qualquer lugar distante de tudo, e todos... Todos.
Deixar de ser sufocante, meloso e amargo pra algumas pessoas e por seguida engolir minha saudade e angustia e partir, pra bem longe.

Encher o nariz de vicki, escutar Yiruma, refrão de um bolero...
A certa mania que pegamos com outras pessoas e não largamos mais, é engraçado, pois ai que percebemos o peso da intensidade e essência que tem essas ou essa pessoa em nossa vida, em minha vida.

E agora to aqui, deitado, feito criança, trancado sem fome no quarto, jaz aqui um negro grande que achava que sabia lhe dar com a perda, porem perdeu o saber lhe dar com a perda a muito tempo... Tenho que reaprender, mas confesso, não queria, queria a cura pra perda, queria achar, queria te ter, re-ter, ter novamente, e de novo, e sempre continuar tendo...

Pra mim isso nunca é demais, nunca foi e nunca será.

E o tempo passa devagar
Deito, durmo uma eternidade.
Por fim percebo que dormi apenas dez minutos
Percebo que o dia esta parecendo ter quarenta e oito horas
Lembro que eu queria tanto isso, porem sem ela.
Sem ela quarenta e oito horas por dia, num vale nada.
Nada.
Acho que três dias já foi o suficiente para eu perceber que não consigo te esquecer

E assim por fim peço-te que

Por favor, não se acostuma com a minha falta.
Com a minha ausência
Não se acostuma com o não me ter mais
Não se deixa levar pra qualquer levado lugar sem mim
Ou que pelo menos
Não suma sem se despedir
...
..
.

Lá fora chove
Agora ta chovendo mais forte
E eu, eu vou tentar voltar a dormir.
Quem sabe assim te tenho aqui.

Au revouir.


Esquecendo de te Esquecer...


Como posso esquecer?
Como posso deixar-te partir assim?
Como posso me despedir e seguir sem ao menos ver-te dando tchau pra mim?
Como posso largar o que demorei vinte anos pra encontrar?
Como posso me calar se ainda tenho tantas coisas pra falar?
Como posso não sentir, se a saudade teima em mim teu cheiro deixar?
Como posso te esquecer se te esquecer é o que você não me ensinou!
Como posso não ser, mas eu mesmo, pois só contigo sou quem sou!
Como posso deixar-te sair da minha vida, se minha vida eu te dediquei!
Como posso te perder se nos dois somos UM e um sem o outro não é nada, é o vazio e sendo vazio não da pra existir.
Lembra... Que dois e dois são um.
E na falta de um, o outro não é ninguém...

Como posso te esquecer se te vejo em todo canto que chego
Se te sinto em qualquer dobrar de esquina
Se te lembro em cada musica ouvida
Se ainda te espero em cada pensar que pensa em me preparar pra não te esperar.

Como posso te esquecer se ainda te amo e eu exalo isso de uma forma que todos vêem e passam a não te esquecer também.
Como posso esquecer quem me fez lembrar que estou vivo e que sou capaz
Como posso esquecer aquela que todos me fazem pensar
Aquela que me fez sonhar e que eu desejo estar.

Seria mais fácil eu me esquecer do que te esquecer
Seria mais fácil eu esquecer de todos, e só lembrar de você.
Seria mais fácil eu pra sempre dormir, quem sabe assim eu esquecia de te esquecer.

Porem...
Infelizmente...
Se realmente queres ir embora sem mim
Amo-te e por isso...
Deixo-te partir

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Que pena Meu caro Amigo.




Que pena meu caro
A luz apagou, a mulher foi embora.
Deixou-te sem teto, levando com ela o teu coração.
Que em suas mãos pulsa rapidamente, e retarda o processo de viver,
Ao aumentar da sua distancia, que demonstra assim, verdadeiramente a independência dela de ti e a dependência de ti para com ela.

Que pena meu caro
Sofres calado, entalado, rejeitado e amargo.
Sofres em câmera lenta, engolindo a saudade a seco e vagarosamente.
Para não morrer sufocado.
Pois a mulher se foi levando a tua essência, vitalidade e vontade de viver.
De crescer, de querer, de ser você.

Que pena meu caro
Teu sofrer tem um preço
Da graça de ser infeliz por quem você fez merecer tua total companhia
O preço de esfriar e endurecer a alma, ressecando por vez o desejo de amar e deixar-se ser de um outro alguém.

Que pena meu caro.
Sabes que talvez ela facilmente seguira sua vida, pois dentro dela pra quase todos tu não existiu, mais pra ti, ela foi tatuagem colada na testa, que hoje tu tentas tirar, arrancando a pele com uma faca... Dói, mais vai sarar porem uma cicatriz vai restar.

Que pena meu caro.
Respiras forte, lento e profundo, pois jaz a ultima vez que tu a respira, pois assim se fez o amor, e assim se acabara!

Que pena meu caro
Teu samba morreu, tua musica se calou.
Tu mesmo se esqueceste, a luz se apagou.
Rasga essa folha e engole o que restar do papel.
Tua felicidade foi embora.
A realidade chegou
O sonho acabou
A mulher te deixou.

Que pena meu Caro sonhador.
Que pena...

...


















...

Apaixonei-me, pela primeira vez amei, amei de verdade
Vivi a real essência do amor, suguei todo seu caldo sem deixar uma gota se quer,
E assim me dei de vez, por inteiro, sem esquecer nenhuma parte, fui todo dela.
Ela fez-me sentir único e feliz como nunca sentirá um dia.
Ela fez-me sentir amado, e completo...
Porem ela esqueceu de dizer que seu amor tinha prazo de validade, ou que com o tempo se desligava da tomada, morrendo de vez.
Sua ausência criou sólida presença na minha vida.
Fez-me sentir abandonado, esquecido. Inútil.
Do amor eterno e puro, tornou-se um amor, cansado e inseguro, para ela, sempre para ela.
E cá estou eu, fingindo estar feliz, cheio de duvidas em minha cabeça e pensando bem em tudo que eu fiz.

E entendo, confessando a mim mesmo que meu erro foi amar demais, foi me dar demais, foi ser verdadeiro e não esconder nada, absolutamente nada do que sentia.
E por ser e dar sempre demais, o dito sufoco se fez mais presente e forte que o amor, que todas as palavras ditas e momentos bem vividos.

Falo pra mim mesmo que quando mais precisas, não tens, cresci e te vira sozinho, pois foi assim que nasceste sozinho e agora, só estou. Pois
Meu erro foi ser eu mesmo num mundo onde o verdadeiro amor só existe de pais para filhos, e olhe lá.

E radicalmente aqui estou a falar, já sentindo outras coisas, e tristemente escrevendo minha dor interpretada por letras.
E agora me calo. Pois meu silencio no momento se coloca melhor que minhas confusas e desesperadas palavras de saudade.

Saudades, todo esse exagero é a solitária saudade.

Só isso.