segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Apagar da Vida



Pai nosso que estas no céu
Santificado seja o vosso nome
Venha a nós o vosso reino
Seja feita a tua vontade
Assim na terra como no céu

O pão...
...
Silencio... ...
... ... ...
Em meio a o nada, apenas nada me resta, silenciando o meu som.
... ... ... ...
E essa foi a ultima vez que ouvi a minha voz.
... ... ... ... ...

Rezando antes de dormir, falando com Deus, o sentir tampar meus ouvidos.
Pensei que tava apenas articulando palavras sem produzir som, porem me silencio, e juntando o máximo de ar nos meus pulmões, vou para a minha varanda soltando um grito...

... Um casal de namorados que estão passando no calçadão do outro lado da rua, olham em minha direção.
Seu Carlos, porteiro, perguntou-me passivamente se estava tudo bem, sei que essa foi a pergunta por que do segundo andar que eu estava consegui ler seus lábios vagarosos articularem essas palavras, porem deles não escutei som algum.

Sem responder entro em casa, sento no sofá e fico paralisada, igual o puto do som que para mim não se move mais.
Com os segundos se passando rápido no relógio de parede, percebo que o silencio com o tempo dá medo, insegurança, desespero, E nesse desespero me levanto do sofá e vou ate o telefone, ligando apressadamente para meu marido, porem ele não responde nada... E depois de um bom tempo tentando, ligando e religando, volto a si, volto ao meu silencio particular, ao meu tetraplégico som... Relembro que as merdas das minhas orelhas pararam, se fecharam pra conversas ao pé do ouvido.
Re-sento, e na minha inércia deito no sofá com o ouvido direito encostado na almofada, sinto o tempo passar rapidamente, silenciosamente, e agora num desespero contido deixo lagrimas caladas rolarem por minha face, caírem de lado, e pousarem no meu silencio.

Eu poderia ter ido para o medico, contudo achava também que todo esse silencio seria passageiro, que poderia ser o silencio preciso pra o barulho constante que eu vivia.

O Gabriel chega em casa, meu marido, da boa noite, coloca a maleta na poltrona, tira o terno e vai pegar o suco na geladeira, perguntando-me como eu estou.
É o que ele faz sempre que chega em casa. Olha-me de longe, sorri, vem em minha direção, ajoelha-se e me beija, chupa minha língua, puxa meus lábios, me cela, me cheira, sorri e vai buscar o Miguel na casa da avó, minha sogra Dinha.

Sento-me no sofá e percebo que não sinto mais gosto.

O som foi embora levando junto meu paladar.
Não senti nada, literalmente nada do beijo do Gabriel, e sem sentir me sinto perdida, mais desesperada do que estava, e na mesma energia negativa levanto-me e vou para a cozinha, abro a geladeira e começo a comer.

Tiro um grande pedaço, com a mão, da torta de chocolate e enfio na boca, sem sentir nada aumento meu desespero e saio enfiando o que tiver de comida garganta a baixo, com o intuito de minha língua voltar a ter fome. Suco, bolo, refrigerante, leite condensado... E depois de tudo do mais doce não adocicar nada, o ultimo suspiro de esperança abraçada com o desespero faz você tentar de tudo pra sentir novamente, e eu tentei, desesperei-me, enlouqueci... Pego a pimenta por inteira e jogo na boca, chupo, depois mordo, engulo e nada, e repito, varias vezes, ate que, feito uma mulher sem juízo, começo a jogar na boca tudo que encontro no caminho, vinagre, sal, óleo, e em desespero maior mordo carne crua, tomo água sanitária, vou ate o lixo, como o que encontro e termino minha patética e miserável cena no chão.
Sentada... Ao pé da lixeira, com as mãos sujas de comida e a boca melada de vergonha e desespero.
E ali fico, destruída, no meu silencio particular, na minha fome sem gosto, na minha solidão. A vontade de ir pro medico passa, tudo que quero, é chorar.
E choro.
Acabo-me.
Minhas lagrimas caem feito um corpo vazio pecaminoso sendo atirado de um abismo, e termina em meus lábios que se abrem para recebê-las, e de vez de salgada, sinto o amargo das minhas lagrimas, sinto a dor e a agonia de telas em minha boca, lavando meu mal, e meu não sentir.
Choro feito uma criança, choro mais e mais...
E choro mais um pouco......... ...... ... .
Ate não ter mais lagrimas pra derramar, e assim me calar, ainda ali, sentada ao pé da lixeira, esquecida por mim mesma, esquecida pelo som, pelo gosto, quase esquecida pela vida, pelo sentir...

Levanto-me, limpo toda a bagunça que minha inútil fome fez, tomo banho... Não... Melhor, moro no banho, demoro tanto que me sinto parte da água que deságua em minha pele, em minha alma, lavando-me por completa do cheiro de água sanitária, da vergonha, do vinagre, da metade do desespero... Coloco uma roupa, me perfumo e volto a deitar no sofá levando comigo o travesseiro de Gabriel, sempre gostei mais do dele do que o meu, acho que apenas pelo fato de ser dele.
Meia hora deitada e sinto-me faltar algo, mais depois de tantas perdas ao longo da noite, faltar algo mais não seria surpresa. E procurando o que me falta, acho... Acho a morte do cheiro. Não sinto o cheiro no travesseiro do perfume de Gabriel, sento-me e esfrego meu nariz na minha roupa, e sinto, apenas nada, nada do perfume que tinha acabado de colocar, e em silencio, deito-me novamente, calmamente, e desesperadamente começo a sorrir e a chorar, e sorrio de novo e paraliso no tempo, feito uma estátua. E ali fico
Sem som, sem gosto, sem cheiro. E assim, se fez o silencio, meu silencio particular a tudo silenciar.
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Dormindo de olhos abertos com medo de fecha-los e quando abrir já não ter mais nada em minha frente, percebo a porta se abrir, entra Gabriel com Miguel, meu filho. Ele entra corri, me abraça, beija-me o rosto e diz algo que não sei o que foi.
Não pude ouvir, e ele abraça-me novamente, porem seu cheiro também não posso sentir e por descuido deixo uma lagrima dos meus olhos cair. Ele enxuga e vai pro quarto. Sento-me no sofá, e olho encantadamente meu marido, meu amigo a tomar outra vez mais um copo de suco de graviola.
Da cozinha olha-me, entre eu e ele, ele avista o telefone fora do gancho, sai reclamando, faz cara de enfurecido,

                                                            Ele fica lindo quando ta com raiva. Continua e falar comigo, grita, grita em silencio, para mim, pra os outros em alto e bom som, sei que grita, pois o Miguel vai ate a sala vê o que esta acontecendo, ele com o dedo manda o Miguel voltar, e eu, no meu silencio so observo aquele jogo de ações e expressões. Gabriel deve estar reclamando da conta, deve estar dizendo que mesmo com contas altas pra pagar eu ainda esqueço o telefone fora do gancho.

Ele me olha de verdade, se cala enfurecido, se estressa por eu não lhe responder nada, e continuo assim, calada, imitando meus ouvidos. Ele volta a falar feito um velho resmungão. Depois de minutos vendo que eu me encontrava paralisada, do mesmo jeito que ele viu ao entrar... Ajoelha-se, fala em outra língua, pra mim é como se fosse sabe, pois, não entendo nada... Não ouço nada.
O Gabriel começando a ficar nervoso me segura os ombros, balançando-me, e continua a falar. O incrível é que mesmo com todo o silencio, vendo-o falar sem som, eu não consigo falar ao mesmo tempo em que ele, O deixando continuar falando sem cessar, mais nervoso ele fica e depois de minutos, ele cansa e se cala,

se cala por completo, escuto ate os seus pensamentos se calarem, ele se dá a mim por total, e em cima do silencio dele, junto com o meu, digo “estou surda... Não sinto gosto, nem mais o cheiro de nada, meu amor” e sem precisar repeti, e ele vendo verdade em toda parte do meu corpo, vejo o que não via a muito tempo, uma água chamada lagrima cair dos olhos do forte homem que a muito não chora.
E num silencio gritante ele me abraça, me aperta, me beija o rosto, o nariz, a boca os ouvidos, me olha profundamente, o sinto enxergar a minha alma. E calmamente ele articula a boca, dizendo que me ama. Fazendo assim a mesma água desaguar dos meus olhos, me sinto dele como a muito não sentia, choro no ombro como a muito não fazia, o amo calada, silenciada... Surda, sem gosto, e sem cheiro, porem amo, como nunca o tinha amado antes.

Roço meu rosto nele, a procura do seu cheiro que não vem,
Passo minha língua na dele a procura do gosto que não chega,
Esfrego meu ouvido na sua voz a procura do som que não entra.
E sem tentar mais nada, o olho e digo que desisto porem ele não desiste de mim, ele confia e acredita mais em mim do que eu poderia imaginar. Tenta me arrancar do sofá, porem o puxo fazendo-o deitar comigo, articulo para ele que depois vamos ao medico, porem que ali, naquele momento precisava de um tempo, um curto tempo do meu silencio sem gosto e cheiro pra poder descansar do impacto de tudo, ou melhor, do nada que a mim estava acontecendo. Apertamos-nos fazendo assim um corpo apenas, no sofá. Sinto ele chorar, chorar calado, pra eu não perceber já percebendo seu momento de fraqueza, a me acompanhar.

E ali adormecemos juntos, calmos, com meu corpo no dele sinto seu coração bater, me lembrando sempre que ele estava ali, batendo também em meu peito. E ali, dormindo, em minutos sinto-me sozinha no sofá, Gabriel cansado, sai do sofá, pega o Miguel, deixa rapidamente com a vizinha e feito uma criança sou colocada no colo, e levada ate o carro.
Sinto-me leve, a continuar feito um sonho me mover parada, não entendo porque não consigo abrir os olhos, sentada ao lado de Gabriel, no carro em movimento, toco nele e tento ‘’falar’’ porque não to conseguindo abrir os olhos, ele deve ter falado algo e se dando conta que estou surda mesmo, ele segura firme a minha mão, a leva ate minha face, guiando meu dedo a tocar levemente em meus olhos, fazendo-me perceber que eles se encontram abertos...

Meus olhos estavam abertos...

                                                  Abertos...
E eu, não via nada, só escuridão, escuridão essa que de onde eu não sei, chuta uma lagrima do canto dos meus olhos, olhos vazios, olhos secos, expulsando minha ultima lagrima, a lagrima de morte, de desistência, de falência da vontade de viver.

E ali, sentada, sem escutar nada...
                                                      ... Sem sentir o gosto de nada...
                                                                                                         ... Sem sentir o cheiro... E sem enxergar... Sinto-me só, vazia que nem meus olhos,
Porem sem desespero,
desespero quando se esta se sentindo morta, não existe mais,
Eu estava no purgatório, não sentia nada, preferia ta sofrendo no inferno, do que estar trancada dentro de mim mesma.
E ali, trancada, percebo o quanto sou... Nada.

Sinto o Gabriel me balançar, desesperado. Não sei se é mais difícil sentir todo esse nada de sentimento ou ver quem você mais ama, desligada na sua frente.
E ali, completamente sem expressar nenhuma reação, no meu silencio particular, literalmente desligada pra o mundo, só escuto a voz do meu pensamento, essa voz que fala... Que fala agora, dentro de mim... Voz estranha.
E no balançar do desespero de Gabriel, sussurro alto, “Estou cega... Morta por fora e sozinha por dentro”

E agora sem gosto, sem cheiro, sem barulho,
Vou apodrecendo feito fruta em lixo.
Me auto-envenenando enquanto sinto meu corpo ser usados por outros, entre entrar e sair de agulhas e o acariciar de Gabriel a se tatuar presente em minha não sentida vida.
E assim se fez o silencio
E assim se fez a triste solidão
Pois a partir daí, tudo que vivi foi só escuridão.


Só isso que tenho a Dizer!






Vai embora...

Vai, podes ir.
Deixa-me em paz,
Não é isso?

Finalmente.
Não era isso que você mais queria?
Então vai!

Vai embora
E leva tudo
Tudo...

Leva todas as tuas roupas, e acessórios.
E tira todas as tuas fotos do mural que fica na parede da sala de estar,
Não, Faz melhor,

Leva o mural inteiro, ate porque a maioria das fotos que estou é com você.
E a minoria que eu estou sozinho foi você quem tirou,
E não quero nem lembrar que naquele momento tu estavas na minha frente e meu riso era pra ti.

Aproveita quando tiver descendo as escadas,
Leva as minhas roupas também pra colocar no lixo
Pois nelas está impregnado o teu cheiro
Leva o carro,
Pois nele ainda esta a lama de ontem, no tapete interno,
Que você sujou e deixou a marca dos teus sapatos de tamanho 37.
Leva também todo o passado que tivemos
Antes de dar partida na tua vida lembra de abrir minha cabeça
E retirar todas as tuas imagens de dentro dela
Lembra de abrir meu coração
E tirar todo o amor que já foi teu e se foi teu,
Deve continuar contigo, mas bem longe de mim.

Sabe de uma coisa,
Leva também o sol.
É, o sol...
Deixa-me toda manhã no escuro
Leva o mar que ta aqui a traz de casa, leva e deixa só a areia.
Se der coloca no teu bolso e leva contigo a sorveteria de seu Antonio,
A floricultura da Avenida Getulio Vargas
O teatro Santa Isabel
A livraria Cultura
O Paço Alfândega
O cinema da Fundação
O restaurante Macunaíma
A varanda do meu apartamento
O meu quarto coloca no teu bolso de traz,
Pode levar com tudo que tem dentro mesmo.
Espreme nesse mesmo bolso toda a minha alegria,
A merda dos planos que eu fiz pra nos dois
Minha calma de vigiar teu sono
E por favor, não esquece de levar minha língua,
Pois nela ainda sinto o gosto dos teus beijos.
E eu já embrulhei minha retina, ela ta no bolso pequeno da tua bolsa de mão.
Não vou precisar dela mesmo,
Pois vive passando imagens tuas quando fecho os olhos
Leva também minha irmã que tanto fala de você
E por fim manda Lenine, Zeca Baleiro, Djavan, e Nando Reis irem à merda com todas as musicas que é a nossa cara.

Leva tudo
Tudo que me lembra você
Não deixa nada, por favor.

Às vezes acho que seria mais fácil você me levar

Mais sei que pra você seria mais fácil levar tudo que falei antes
Do que eu.


Sabe de uma coisa,

Vai com a roupa do corpo mesmo
Esquece que eu existo
E tranca a porta quando sai.
Isso basta.








quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Crônica do mal amado: Minha Real Realidade E Ponto Final.


Há há há há há, só de pensar que minha triste sina de estar triste durou mais do que deveria, me arrependo de ter ficado por muito tempo triste, diferente do triste que ela ficaria.

Amar demais? Se dar demais?
Isso mais nunca meus caros amigos.
pensamento radical? Com certeza.
dar sem querer nada em troca? Impossível. depois de tudo vivido, pelo menos se espere receber o mesmo, pois amar não é apenas se doar e sim viver em reciprocidade.
Esperar algo não é egoísmo, egoísmo é quem te julga por dizeres que fazes algo esperando, egoísmo é quem só recebe uma mala de viagens de sentimentos verdadeiros e não retribui nada, ou melhor, finge que ta retribuindo.

Agora te confesso, num sei como cai nessa, num sei como sofri por amor de novo, e por erros novamente meus. Se dar demais... É uma vez uma amiga disse-me que não é erro se dar demais, e eu respondi, claro que é, pois se dar demais é se iludir do bem que fazes, pois será que é o suficiente, será que o se dar de menos não completaria mais do que o esborrar do se dar demais?!

Um amor não acaba de repente, nem por um motivo que tem solução e pode ser resolvido com uma seria conversa. Quem ama realmente não quer viver longe, uma tia disse-me que quem ama não faz sofrer. Será? É, pensando bem também concordo, se não foi amor, foi paixão demais, as vezes pessoas que nunca amaram acham que viver uma grande paixão já é estar amando, ai fala ‘’te amo’’ sem saber o real significado do eu te amo, e o pior vem depois, quem escuta o ‘’te amo’’ acha que esta realmente sendo amado, pois quem ta escutando, realmente esta amando, e ai retribui o ‘’te amo’’ dando outro ‘’te amo’’ mais esse outro ‘’te amo’’ é literalmente amando, pronto, já viu a merda que vai dar né... Por que quando o ‘’te amo’’ apaixonado tiver um fim, por que te amo de quem ta apaixonado é assim, um dia vai ter fim, mas voltando. Quando o ‘’te amo’’ do apaixonado tiver fim, e o ‘’te amo’’ do amado firme se manter ali, CABUM. 

Castelos de planos são destruídos, o firme de se manter ali na frente do apaixonado, cai, cai de um jeito desastrosamente desastroso, a verdadeira independência de um se sobre sai sobre a verdadeira dependência do outro. FU DEO. A partir daí, é só sofrimento, melancolia, angustia, jogar no facebook a saudade, cravar no blog o quanto ta sofrendo, fazer as pessoas terem pena e dó de você, POREM fazer outras pessoas se encherem e ter raiva de toda melosidade que estas a fazer o tempo todo.

Depois de tudo percebemos que Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.


Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como uma frase:


Se iludindo menos e vivendo mais!!!


PARA. A outra pessoa não ta perdendo o mundo como você esta.
Você se sente incapaz de seguir sua vida
Quer pular do mundo e seguir sozinho
Porem o mundo não vai parar pra você descer IMBECIL.
O mundo, a faculdade, as despesas, nada para pra você voltar a se reerguer sua MULA.
É o mundo que vai terminar te jogando dele,
Então abre os olhos. Enquanto a outra pessoa ‘’sofre’’ por você, ela sofre fazendo trabalhos de faculdade, fazendo projetos e você fica Ai trancado no quarto, feito menininha de quinze anos quando perdeu o primeiro namorado, tu é um homem, tem vinte anos e não foi a primeira decepção amorosa então, PORRA VAMO ACORDAR PARCEIRO.

Isso tudo que falo é pra mim mesmo. 








P.s: outra característica de quem ta sofrendo por amor é escrever auto ajudas para ele mesmo, que Merda né, também acho, mas... Continuando.


PAREI MÔ VEI!!
 Vou tentar dar um rumo a minha vida que anda sem rumo
Vou tentar usar uma bengala já que a mão que eu segurava pra seguir não ta mais tentando achar a minha.
Vou começar trocando o cheiro dela do meu pulmão pelo o cheiro da vida liberta, vou despregar as fotos dela que coloquei por dentro das minhas pálpebras e vou trocar de língua por que o gosto dos seus beijos não quer sair de jeito nenhum, pensando bem, alguém que ta lendo essa merda tem alguma pílula do esquecimento, preciso da que esquece o tempo de quatro meses, é, é isso mesmo quatro meses.

É isso, ainda to respirando, isso que importar, meu mundo caiu, mais to remontando ele, e agora com uma parede não mais de tijolo e sim de ferro parceiro, entrar aqui, e me fazer-me ‘’doar’’ de novo, o maximo, iiiiiii, vai ser difícil, pois lembras sempre:  Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.

E não esquece nunca que todos iram te fazer sofrer, você só precisa escolher por quem você merece sofrer, pois A dor do sofrer é inevitável, mas sofrimento eterno na vida é opcional...

Essa é a minha real realidade e ponto final.

Agora sim AU REVOUIR.

Calice...















Fui assassinado,

Assassinaram meu livre arbítrio,
Morri cem vezes e cem vezes renasci,
Sob os gritos dos governadores
Golpes dos soldados 
E tortura dos burros opressores,

                             Renasci pra falar, também gritar, não deixar de sonhar.
                             Renasci para por meio de musicas, poemas,
                             Por meio da arte, transmitir meus ideais,
                             E fazer de mim porta voz dos ideais de milhares de outras cabeças criticas.


Fui poeta como uma arma para cuspir verdades na cara dos animais que nos governam
Cuspi, vomitei verdades e sobrevivi,
Porque sou o poeta dos mortos assassinados,
Dos eletrocutados, dos “suicidas”,
Dos “enforcados” e “atropelados”,
Dos que “tentaram fugir”, dos enlouquecidos.
Sou o poeta dos torturados, dos “desaparecidos”,
Dos atirados ao mar, daqueles que gritavam liberdade nas ruas.
Dos que pintavam os muros com o nome ‘’paz’’
Daqueles que tocavam violão e faziam arte
Dos que foram mandados embora de casa por não aceitar o errado



                                                Sou os olhos atentos sobre o crime. 
                                     Meu ofício é ressuscitar os mortos e apontar a cara dos assassinos,
                                      Venho falar pela boca de meus mortos
                                De nossos mortos,
                                          De seus mortos.
                             Sou o olho que tudo viu e tudo vê
                                     E que sem um pingo de pena
                                   Falarei as verdadeiras verdades
                           E darei a sentença de morte a todos aqueles que realmente deveriam morrer.
                                                                        
Viva a quebra de silencio,
                                             Viva a arte,
                                                                 Viva a liberdade.


Tchau

















Quando tu foi embora deixas-te um vazio
Um buraco em cada pensamento bem pensado

Fiquei aqui, o tempo todo conversando com a saudade.
Disse-me ela que tu tinhas ido para não voltar

Sé voltares me avisa
Quem sabe posso me iludir novamente
Achando que te tenho por uma longa e intensa semana.

sábado, 17 de setembro de 2011

?Au revouir?


















Lá fora chove
...
Agora ta chovendo mais forte
 ...
Este sábado esta parecendo domingo, manhã de domingo nublado.
Nublado que nem minha alma,
Que nem minha alto estima,
Que nem minha vontade de sair da cama.
Tudo hoje esta nublado, meu pensar, meu não pensar, minha vida.

Meu coração bate forte, ou melhor, meu vazio bate forte

Morrer seria uma boa pedida pro café da manhã
Sumir, ir embora, esquecer celular, e com uma mochila dar um rumo de estar sem rumo na vida e seguir pra qualquer lugar distante de tudo, e todos... Todos.
Deixar de ser sufocante, meloso e amargo pra algumas pessoas e por seguida engolir minha saudade e angustia e partir, pra bem longe.

Encher o nariz de vicki, escutar Yiruma, refrão de um bolero...
A certa mania que pegamos com outras pessoas e não largamos mais, é engraçado, pois ai que percebemos o peso da intensidade e essência que tem essas ou essa pessoa em nossa vida, em minha vida.

E agora to aqui, deitado, feito criança, trancado sem fome no quarto, jaz aqui um negro grande que achava que sabia lhe dar com a perda, porem perdeu o saber lhe dar com a perda a muito tempo... Tenho que reaprender, mas confesso, não queria, queria a cura pra perda, queria achar, queria te ter, re-ter, ter novamente, e de novo, e sempre continuar tendo...

Pra mim isso nunca é demais, nunca foi e nunca será.

E o tempo passa devagar
Deito, durmo uma eternidade.
Por fim percebo que dormi apenas dez minutos
Percebo que o dia esta parecendo ter quarenta e oito horas
Lembro que eu queria tanto isso, porem sem ela.
Sem ela quarenta e oito horas por dia, num vale nada.
Nada.
Acho que três dias já foi o suficiente para eu perceber que não consigo te esquecer

E assim por fim peço-te que

Por favor, não se acostuma com a minha falta.
Com a minha ausência
Não se acostuma com o não me ter mais
Não se deixa levar pra qualquer levado lugar sem mim
Ou que pelo menos
Não suma sem se despedir
...
..
.

Lá fora chove
Agora ta chovendo mais forte
E eu, eu vou tentar voltar a dormir.
Quem sabe assim te tenho aqui.

Au revouir.


Esquecendo de te Esquecer...


Como posso esquecer?
Como posso deixar-te partir assim?
Como posso me despedir e seguir sem ao menos ver-te dando tchau pra mim?
Como posso largar o que demorei vinte anos pra encontrar?
Como posso me calar se ainda tenho tantas coisas pra falar?
Como posso não sentir, se a saudade teima em mim teu cheiro deixar?
Como posso te esquecer se te esquecer é o que você não me ensinou!
Como posso não ser, mas eu mesmo, pois só contigo sou quem sou!
Como posso deixar-te sair da minha vida, se minha vida eu te dediquei!
Como posso te perder se nos dois somos UM e um sem o outro não é nada, é o vazio e sendo vazio não da pra existir.
Lembra... Que dois e dois são um.
E na falta de um, o outro não é ninguém...

Como posso te esquecer se te vejo em todo canto que chego
Se te sinto em qualquer dobrar de esquina
Se te lembro em cada musica ouvida
Se ainda te espero em cada pensar que pensa em me preparar pra não te esperar.

Como posso te esquecer se ainda te amo e eu exalo isso de uma forma que todos vêem e passam a não te esquecer também.
Como posso esquecer quem me fez lembrar que estou vivo e que sou capaz
Como posso esquecer aquela que todos me fazem pensar
Aquela que me fez sonhar e que eu desejo estar.

Seria mais fácil eu me esquecer do que te esquecer
Seria mais fácil eu esquecer de todos, e só lembrar de você.
Seria mais fácil eu pra sempre dormir, quem sabe assim eu esquecia de te esquecer.

Porem...
Infelizmente...
Se realmente queres ir embora sem mim
Amo-te e por isso...
Deixo-te partir

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Que pena Meu caro Amigo.




Que pena meu caro
A luz apagou, a mulher foi embora.
Deixou-te sem teto, levando com ela o teu coração.
Que em suas mãos pulsa rapidamente, e retarda o processo de viver,
Ao aumentar da sua distancia, que demonstra assim, verdadeiramente a independência dela de ti e a dependência de ti para com ela.

Que pena meu caro
Sofres calado, entalado, rejeitado e amargo.
Sofres em câmera lenta, engolindo a saudade a seco e vagarosamente.
Para não morrer sufocado.
Pois a mulher se foi levando a tua essência, vitalidade e vontade de viver.
De crescer, de querer, de ser você.

Que pena meu caro
Teu sofrer tem um preço
Da graça de ser infeliz por quem você fez merecer tua total companhia
O preço de esfriar e endurecer a alma, ressecando por vez o desejo de amar e deixar-se ser de um outro alguém.

Que pena meu caro.
Sabes que talvez ela facilmente seguira sua vida, pois dentro dela pra quase todos tu não existiu, mais pra ti, ela foi tatuagem colada na testa, que hoje tu tentas tirar, arrancando a pele com uma faca... Dói, mais vai sarar porem uma cicatriz vai restar.

Que pena meu caro.
Respiras forte, lento e profundo, pois jaz a ultima vez que tu a respira, pois assim se fez o amor, e assim se acabara!

Que pena meu caro
Teu samba morreu, tua musica se calou.
Tu mesmo se esqueceste, a luz se apagou.
Rasga essa folha e engole o que restar do papel.
Tua felicidade foi embora.
A realidade chegou
O sonho acabou
A mulher te deixou.

Que pena meu Caro sonhador.
Que pena...

...


















...

Apaixonei-me, pela primeira vez amei, amei de verdade
Vivi a real essência do amor, suguei todo seu caldo sem deixar uma gota se quer,
E assim me dei de vez, por inteiro, sem esquecer nenhuma parte, fui todo dela.
Ela fez-me sentir único e feliz como nunca sentirá um dia.
Ela fez-me sentir amado, e completo...
Porem ela esqueceu de dizer que seu amor tinha prazo de validade, ou que com o tempo se desligava da tomada, morrendo de vez.
Sua ausência criou sólida presença na minha vida.
Fez-me sentir abandonado, esquecido. Inútil.
Do amor eterno e puro, tornou-se um amor, cansado e inseguro, para ela, sempre para ela.
E cá estou eu, fingindo estar feliz, cheio de duvidas em minha cabeça e pensando bem em tudo que eu fiz.

E entendo, confessando a mim mesmo que meu erro foi amar demais, foi me dar demais, foi ser verdadeiro e não esconder nada, absolutamente nada do que sentia.
E por ser e dar sempre demais, o dito sufoco se fez mais presente e forte que o amor, que todas as palavras ditas e momentos bem vividos.

Falo pra mim mesmo que quando mais precisas, não tens, cresci e te vira sozinho, pois foi assim que nasceste sozinho e agora, só estou. Pois
Meu erro foi ser eu mesmo num mundo onde o verdadeiro amor só existe de pais para filhos, e olhe lá.

E radicalmente aqui estou a falar, já sentindo outras coisas, e tristemente escrevendo minha dor interpretada por letras.
E agora me calo. Pois meu silencio no momento se coloca melhor que minhas confusas e desesperadas palavras de saudade.

Saudades, todo esse exagero é a solitária saudade.

Só isso.