...
Apaixonei-me, pela primeira vez amei, amei de verdade
Vivi a real essência do amor, suguei todo seu caldo sem deixar uma gota se quer,
E assim me dei de vez, por inteiro, sem esquecer nenhuma parte, fui todo dela.
Ela fez-me sentir único e feliz como nunca sentirá um dia.
Ela fez-me sentir amado, e completo...
Porem ela esqueceu de dizer que seu amor tinha prazo de validade, ou que com o tempo se desligava da tomada, morrendo de vez.
Sua ausência criou sólida presença na minha vida.
Fez-me sentir abandonado, esquecido. Inútil.
Do amor eterno e puro, tornou-se um amor, cansado e inseguro, para ela, sempre para ela.
E cá estou eu, fingindo estar feliz, cheio de duvidas em minha cabeça e pensando bem em tudo que eu fiz.
E entendo, confessando a mim mesmo que meu erro foi amar demais, foi me dar demais, foi ser verdadeiro e não esconder nada, absolutamente nada do que sentia.
E por ser e dar sempre demais, o dito sufoco se fez mais presente e forte que o amor, que todas as palavras ditas e momentos bem vividos.
Falo pra mim mesmo que quando mais precisas, não tens, cresci e te vira sozinho, pois foi assim que nasceste sozinho e agora, só estou. Pois
Meu erro foi ser eu mesmo num mundo onde o verdadeiro amor só existe de pais para filhos, e olhe lá.
E radicalmente aqui estou a falar, já sentindo outras coisas, e tristemente escrevendo minha dor interpretada por letras.
E agora me calo. Pois meu silencio no momento se coloca melhor que minhas confusas e desesperadas palavras de saudade.
Saudades, todo esse exagero é a solitária saudade.
Só isso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário