Fui assassinado,
Assassinaram meu livre arbítrio,
Morri cem vezes e cem vezes renasci,
Sob os gritos dos governadores
Golpes dos soldados
Renasci pra falar, também gritar, não deixar de sonhar.
Renasci para por meio de musicas, poemas,
Por meio da arte, transmitir meus ideais,
E fazer de mim porta voz dos ideais de milhares de outras cabeças criticas.
Fui poeta como uma arma para cuspir verdades na cara dos animais que nos governam
Cuspi, vomitei verdades e sobrevivi,
Porque sou o poeta dos mortos assassinados,
Dos eletrocutados, dos “suicidas”,
Dos “enforcados” e “atropelados”,
Dos que “tentaram fugir”, dos enlouquecidos.
Sou o poeta dos torturados, dos “desaparecidos”,
Dos atirados ao mar, daqueles que gritavam liberdade nas ruas.
Dos que pintavam os muros com o nome ‘’paz’’
Daqueles que tocavam violão e faziam arte
Dos que foram mandados embora de casa por não aceitar o errado
Sou os olhos atentos sobre o crime.
Meu ofício é ressuscitar os mortos e apontar a cara dos assassinos,
Venho falar pela boca de meus mortos
De nossos mortos,
De seus mortos.
Sou o olho que tudo viu e tudo vê
E que sem um pingo de pena
Falarei as verdadeiras verdades
E darei a sentença de morte a todos aqueles que realmente deveriam morrer.
Viva a quebra de silencio,
Viva a arte,
Viva a liberdade.



Nenhum comentário:
Postar um comentário